Iniciativa realizada em parceria com o Centro Pompidou reúne pesquisadores e realizadores para discutir preservação e circulação do cinema das periferias do mundo
A 609 Filmes integra a coprodução do projeto “Cinemateca da Quebrada”, idealizado pela Astúcia Filmes em parceria com os coletivos Quitus e Ramos. A iniciativa foi convidada a participar do projeto internacional “Cinematecas Ideais das Periferias do Mundo”, realizado na França em articulação com o Centro Pompidou e a rede MK2. O encontro reuniu pesquisadores, realizadores e representantes de territórios periféricos para debater modelos de preservação, memória e circulação do audiovisual produzido fora dos grandes centros.
Representando a produtora, a cineasta e pesquisadora Stheffany Fernanda participou como pesquisadora convidada, contribuindo com o desenvolvimento conceitual e metodológico a partir da experiência da 609 no que denomina “Cinema de Quebrada” — abordagem que articula território, formação e criação coletiva como pilares do fazer audiovisual.
O encontro internacional discutiu como estruturar cinematecas que não apenas preservem obras, mas também fomentem pesquisa, formação e articulação entre periferias do Sul Global. A presença da 609 no debate reforça o reconhecimento da produtora como referência em práticas audiovisuais comprometidas com diversidade, memória e impacto social.
“Participar desse diálogo internacional é afirmar que o cinema periférico não é tendência passageira, mas parte estruturante da produção cultural contemporânea”, afirma Stheffany.
A participação acontece em um momento de consolidação da produtora, que nos últimos anos acumulou seleções e premiações em festivais nacionais e internacionais, passou pelo programa de aceleração Amplifica Cine e apresentou projetos no Bogotá Audiovisual Market (BAM). Fundada por Stheffany Fernanda, Pedro Miosso e William Gomes, a 609 tem se destacado por unir excelência técnica, pesquisa e formação coletiva em seus projetos.
Ao integrar um debate internacional sobre memória e preservação do cinema das periferias, a 609 amplia sua atuação para além da produção de obras, posicionando-se também como agente ativo na construção de pensamento e articulação cultural.
A participação internacional acontece em um momento estratégico para a produtora, que recentemente ganhou destaque com o documentário “Pocas pra Entender”, exibido na 33ª edição do Festival Mix Brasil. O filme, que acompanha artistas periféricos e LGBTQIAP+ como as Irmãs de Pau, evidencia na prática a metodologia defendida pela 609: um cinema que nasce da vivência da quebrada, transforma ausência em linguagem e território em potência criativa.
Sobre a 609 Filmes
A 609 Filmes é uma produtora e espaço formativo que transforma afeto, técnica e território em potência criativa. Com metodologia horizontal e visão coletiva, cria narrativas comprometidas com diversidade, estética e transformação. Atua tanto no desenvolvimento de projetos autorais quanto em parcerias com artistas, marcas e instituições, sempre conectando excelência técnica e impacto social.
Fonte: Matraca MKT
