Previsões do Oscar 2026 – Melhor Filme Internacional

Previsões do Oscar 2026 – Melhor Filme Internacional

Observação pertinente: o seguinte artigo reflete o momento presente da corrida da temporada de premiações, e está sujeito e ciente das futuras e naturais mudanças no cenário de apostas. O embasamento é referente ao que se foi analisado até dezembro de 2025.

O próximo Oscar, que será a 98° edição da cerimônia, ocorrerá em 15 de Março de 2026 e será, para nós brasileiros, mais um marco onde, pelo segundo ano consecutivo, um filme de nosso país irá nos representar no maior palco do cinema. Após muito sufoco para vencer entre os próprios concorrentes brasileiros no processo seletivo da academia brasileira de cinema para escolher o representante do país, O Agente Secreto, que triunfou em seu lançamento em Cannes, já tem a maior parte do percurso realizada para pôr o Recife no mapa do Oscar.

Melhor Filme Internacional

Valor Sentimental (2025) – Joachim Trier

A má notícia é que a categoria de Filme Internacional desse ano é, de fato, uma das mais concorridas da história. Um detalhe surpreendente que confirma essa competitividade é que 4 dos principais favoritos ao prêmio é da mesma distribuidora: a NEON, que há 6 anos consecutivos monopoliza as vitórias. Os motivos que levam Valor Sentimental ao favoritismo na categoria, além da calorosa recepção em Cannes, é que o diretor norueguês foi muito querido pela academia quatro anos atrás, quando chamou atenção com A Pior Pessoa do Mundo (2021) e obteve duas indicações surpreendentes — apesar de não ter vencido nenhuma delas — e a forte presença de um elenco já conhecido nos EUA, incluindo Stellan Skarsgard, Renet Reinsve e Elle Fanning.

Foi Apenas Um Acidente (2025) – Jafar Panahi

Quem conquistou a gloriosa Palma de Ouro foi o iraniano Jafar Panahi, com Foi Apenas um Acidente. Crítico ao regime iraniano, no momento da escrita desse artigo, Pahani está sendo condenado à prisão acusado por propaganda contra o regime e “trair” seu país. O desdobramento desse fato tende a dar visibilidade. Algo semelhante aconteceu esse ano com o documentário palestino Sem Terra, que também teve um de seus diretores preso, e acabou conquistando o Oscar.

O Agente Secreto (2025) – Kleber Mendonça Filho

Após ter sido boicotado em 2016, quando teve o seu filme Aquarius desconsiderado num momento em que a escolha do representante era feito pelo Ministério da Cultura, à época do criticadíssimo governo Temer — que sabotou a seleção do que era favorito —, Kleber Mendonça Filho finalmente terá sua indicação. A cada momento, O Agente Secreto constrói um renome maior, tendo se consagrado nos festivais de Cannes, Telluride, Toronto e Nova York. O filme detém uma alta aprovação dos críticos norte-americanos e, surpreendendo por possuir uma estética menos “agradável” e clean aos olhares hollywoodianos num método de comoção universal como o de Ainda Estou Aqui, tudo indica que o filme recifense certamente já está cravado como indicado. As recentes vitórias no New York Film Critic Circle e no Gotham Awards reforçam o empoderamento no filme no que tange às premiações.

Sem Outra Escolha (2025) – Park Chan-Wook

O coreano Park Chan-Wook é um dos mais imponentes e espetaculares cineastas desse século. Oldboy (2003), A Criada (2016), Decisão de Partir (2022) são só algumas de suas obras-primas que reiteradamente foram esnobadas pela academia. Parece que chegou a vez disso mudar com seu novo Sem Outra Escolha, que vem sendo aclamado especialmente no Festival de Veneza, e tem tudo para colocar a Coréia do Sul de volta ao Oscar desde Parasita (2019).

Com essas quatro indicações praticamente firmadas, a última vaga pertence a uma disputa entre o divisivo Sirat, da Espanha — que recebeu o prêmio do júri em um empate juntamente com O Som da Queda, da Alemanha, e A Voz de Hind Rajab, da Tunísia, que acompanha uma menina de seis anos em meio ao genocídio palestino em Gaza. Mais atrás, mas ainda podendo ganhar força, Left Handed Girl, de Taiwan, é coescrito por Sean Baker, que na última edição da cerimônia foi recordista com 4 estatuetas conquistadas com Anora. Taiwan possui um cinema forte, ainda que todas as três indicações do país ao Oscar tenha sido dirigidos pelo mesmo diretor: Ang Lee.

Com o impacto contemporâneo do governo Netanyahu, Hind Rajab se coloca à frente num testemunho memorial da crise humanitária que ocorre nesse momento na Palestina. A queda de seus concorrentes também colabora para a firmação da vaga da Tunísia, assim como o histórico de premiações da diretora Kaouther Ben Hania.

  1. Valor Sentimental
  2. Foi Apenas um Acidente
  3. O Agente Secreto
  4. Sem Outra Escolha
  5. A Voz de Hind Rajab

 

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